Dados do Movimento Todos pela Educação mostram que a universalização do ensino ainda é uma realidade distante. No Brasil, quase 2,5 milhões de pessoas de 4 a 17 anos não estão estudando
Aos 16 anos, Roselane e Marciellen expressam realidades extremas da educação brasileira. Numa ponta, o fracasso da garantia constitucional do acesso à escola. Na outra, a aposta no ensino público de qualidade. Grávida do segundo filho, Roselane Santana está longe da sala de aula há mais de quatro anos. Não sabe ler e mal escreve o próprio nome. Parou no 3º ano do ensino fundamental. Ela faz parte de um contingente que, em Pernambuco, representa 131 mil crianças e jovens de 4 a 17 anos que estão fora da escola. Marciellen Souza está no último ano do ensino médio. Quer ser arquiteta. Estuda num colégio integral de referência. Faz parte de uma geração que vem conseguindo melhorar as taxas de aprovação e de desempenho escolar. Com trajetórias tão distintas, as adolescentes retratam os desafios de uma educação que fracassou na meta da universalização do ensino, mas que, aos poucos e muito aquém das necessidades, apresenta avanços.
Do: JC online

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